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sábado, 28 de novembro de 2009

DAN BROWN E A MAÇONARIA

"O símbolo perdido” de Dan Brown promete desvendar os segredos da Maçonaria, despertando a curiosidade de milhares leitores em todo mundo.
Por Andréia de Oliveira

“O símbolo perdido”, novo livro de Dan Brown, lançado nos Estados Unidos, Canadá e Inglaterra em setembro último, chega ao país com a tiragem inicial de 800 mil exemplares. A expectativa é reproduzir no Brasil um novo fenômeno de vendas , já que no primeiro dia de lançamento mundial , o título obteve a marca de 1 milhão de exemplares vendidos.

Escritor polêmico epopular , duramente atacado pela crítica literária , Dan Brown, que teve seu livro, O Código Da Vinci , um campeão em vendagem que já ultrapassou a marca de 70 milhões de exemplares , eleito pelo Jornal britânico de “The Times” como o pior título da década, apresenta nessa nova produção uma continuação da história do professor de simbologia Robert Langdon , em mais uma de suas incansáveis missões de busca pelos segredos ocultos da humanidade. Dessa vez, Lagdon promete desvendar os mistérios da fraternidade maçônica, lançando-se na procura por uma pirâmide que guardariam grandes verdades desconhecidas por todos.

Ao contrário da celeuma causada pelo confronto com os milenares dogmas da Igreja Católica, em "O Código Da Vinci" , " O Símbolo Perdido" não oferece a possibilidade de grandes debates, uma vez que os maçons adotam uma postura libertária e democrática em seus posicionamentos e o próprio Brown já declarou simpatia a organização que esteve presente em importantes acontecimentos da história americana, como a proclamação da independência. Essa intrigante fraternidade, que está estruturada sob a atual configuração desde século XVIII, com a instituição da Franco- Maçonaria é ativa em diversos países do mundo, adotando como princípios o respeito a religião e as tradições e costumes dos locais onde está instalada.

TEMPLO MAÇONICO

De caráter secreto, a fraternidade que só admite em seus quadros, membros do sexo masculino esta firmada sob o selo do silêncio e do sigiloso. Logo não se espera que Brown, desvende grandes mistérios e se ocupe senão da exposição de conteúdos já publicados e abordados na literatura especializada sobre o assunto.

De qualquer forma “ O Símbolo Perdido” , cuja capa traz ,curiosamente, a rosa um dos símbolos da fraternidade dos rosacruzes e não o esquadro e compasso entrelaçados signo da Maçonaria, promete trazer informações importantes para os que desconhecem totalmente o assunto. Certamente uma possível associação entre essas duas fraternidades , que possuem em comum o cunho secreto , tradicional , iniciático e esóterico.

Dessa maneira, o livro gera expectativas de fornecer interessantes elementos introdutórios para os que desejam lançar-se ao estudo das ciências esotéricas , presentes nas sociedades secretas. Para outros leitores ,entretanto, “ O Símbolo Perdido” será somente uma oportunidade de diversão, dado o movimentado enredo , bem aos moldes da teoria da conspiração, com direito a muita aventura e ação.


segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O RENASCIMENTO DAS LETRAS BAIANAS PELAS MÃOS DO HEREGE ELENILSON NASCIMENTO

“Nessa nossa débil cultura baiana da alegria extasiada, estampada nos rostos dos que correm atrás do rio, eis que surge o proscrito maldito: a escrita realista, sagaz e inteligente do escritor baiano Elenilson Nascimento.”
Por Andréia de Oliveira

Já se passaram muitos carnavais desde que Luís Caldas inaugurou, por meio dos passos estranhos do fricote, o Reino do Axé na Bahia, decretando, assim, a veiculação da ideia, comprada quase que imediatamente pela mídia nacional, da suprema alegria do povo baiano, como se todos aqui vivessem em um estado de êxtase coletiva com braços para cima correndo atrás do último trio elétrico.
Errônea ilusão dessa nova terra de faz-de-conta, tão insana que é capaz de seduzir a juventude aburguesada do “sul-maravilha”, arrastando ainda a molecada dos desfavorecidos dos quatro cantos do país, que todos os anos lotam essa centenária cidade em uma peregrinação profana rumo a uma meca imaginária.
E, assim, sobrevivemos em meio aos cabelos reluzentes das deusas do trio elétrico de plástica perfeita e dança irretocável, rememorando os grandes feitos dos heróis da inteligência do passado, bebendo esse nosso café requentando de cada dia, salvo as opções extras do nosso menu artístico, que vez por outra, surgem para nos aliviar dessa nossa letargia cultural.
E a Bahia, essa terra mística da magia que amarga as mil contradições dos filhos da senzala, tão sabiamente retratada no passado por meio dos romances histórico de Jorge Amado, produz, de tempos em tempos, os filhos da indignação que por seu olhar crítico e audaz destrincham e desmontam os alicerces da sociedade.
Nesse contexto, insere-se o livro do escritor baiano Elenilson Nascimento, “Memórias de um Herege Compulsivo” (Clube dos Autores), uma coletânea com 30 contos de estética original e conteúdo polêmico, que nos remete ao âmago das raízes obscuras do gênero humano, em sua capacidade impar de gerar os males de uma sociedade que a cada dia agoniza mais, vítima da metástase das células cancerosas do seu próprio ser.
São histórias emocionantes, resgatadas da cruel realidade que não ilustram cartões de visitas, narradas em linguagem crítica e sagaz, recheadas de metáforas envoltas em tons de lirismos perdidos das letras.
Mas o grande diferencial, entretanto, desse autor baiano, seria a sua habilidade em contextualizar suas histórias em face dos diversos aspectos da sociedade atual, penetrando em questões inerentes aos aspectos psicológicos, sociais, políticos e educacionais. Nesse sentido, seus personagens seriam o pano de fundo para a expressão de sua voz consciente, audaz e inconformada, ecos de um dos poucos sobreviventes de uma geração que não se rendeu aos apelos do sistema, nem a superficialidade das idéias presentes , que surgem tão vivamente nessa nossa mórbida cena cultural baiana, enaltecida, apenas por nomes consagradas de um distante, passado de efervescência intelectual, criativa e musical. (“MEMÓRIAS DE UM HEREGE COMPULSIVO”, de Elenilson Nascimento, 303 págs, Rio de Janeiro, 2009 – Clube dos Autores)
>>> CLIQUE AQUI e adquira o livro direto com a editora. AQUI e conheça o blog do livro. E baixe AQUI também o CD “Poemas de Mil Compassos Vol. 1”, com organização de Elenilson Nascimento e vários poemas recitados e muitos bônus tracks.
fonte: A. de Oliveira/Voos da Alma

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

MENÇÃO HONROSA NA ACADEMIA DE LETRAS DO RECÔNCAVO

A poetisa Andréia de Oliveira receberá um prêmio de menção honrosa da Academia de Letras do Recôncavo pelo seu poema Dualidade.
O poema “Dualidade” de autoria de Andréia Melo de Oliveira , receberá um prêmio de menção honrosa pela participação no IV Concurso de Poesia da ALER/2009, em homenagem ao poeta nazareno José Bonfim. A instituição que possui sede em Santo Antonio de Jesus – BA, englobando outros 14 municípios da região do Recôncavo Baiano, promove um importante e louvável trabalho de incentivo aos novos escritores, facilitando a publicação de seus livros.
O título em questão, o poema “Dualidade” que juntamente com outras obras dos 10 autores selecionados pela comissão de avaliação do concurso será publicada em livro editada pela ALER, aborda as contradições inerentes à vida, das partes separadas do todo e da ânsia inexorável ao retorno sublimado em diversas nuances e situações:
“ .....Acredito que toda obra prima guarda um quê de imperfeições ,
Como o Adão de Michelangelo retratado após o seu gozo lúdico da separação.
Criador e criatura recriam o amor e o amante,
O instante do êxtase inicial sublimado pelos acenos constantes e distantes;
A reproduzir as juras dos enamorados de outrora......"
(in Dualidade, Andréia de Oliveira)




sexta-feira, 16 de outubro de 2009

AS VOZES DOS " MIL COMPASSOS"


Baladas e Suspiros no Cárcere de Insights : a relevante necessidade das palavras do escritor baiano Elenilson Nascimento 
Por Andréia de Oliveira


Uma das vozes mais retumbantes do livro “Poemas de Mil Compassos”, o escritor, poeta e jornalista, Elenilson Nascimento, realiza, em Baladas & Suspiros no Cárcere de Insights, um testemunho vivo do conturbado espírito desse início de século. Em um estilo que mescla desde o realismo niilista ao subjetivismo moderno , o poeta baiano expõe com precisão e beleza todas as mazelas que afligem o homem contemporâneo em sua difícil relação com o mundo.
Em seu vasto universo poético, o autor aborda assuntos atuais, passeando livremente pela temática amorosa, social , política , religiosa e ideológica . Toda essa variedade de temas e situações encabeçadas pela angústia existencialista de sua época.
Qual real e presente é a ausência do amor, mesmo em meio a intimidade dos corpos: “ Debaixo do lençol – onde a língua alcança , não tem nada....,nada....., nada...”. ? (in Baladas & Suspiros no Cárcere de Insigths” ) Proximidade , esta que pode separar , segregar, isolar na solidão das mãos que não mais encontram a si mesmo.
A busca metafórica por si mesmo escancarada na realidade materializada dos apelos alucinógenos do Cristo cristalizado: “ Não esse Cristo de Jenipapo, jabuti, pato, paca, capim....., mas aquele outro lá no fundo, meio louco, meio rude, meio anarquista, meio alarmista, meio torto, meio amoral, meio porra-louca do patamar da minha subsistência....e do altar dos meus deslizes e pecados.” (In Baladas & Suspiros no Cárcere de Insights ). Nada mais do que a angústia ideológicas de um tempo, que se mascara na busca desenfreada pela fé de aluguel das religiões lideradas pelos pseudos profetas.
Entre existir e sentir nessa era nossa das incertezas, a frágil condição humana sublimada pela urgência da sociedade da informação: “ Mas a informação passou a ser mercenária que até mesmo antes de sua digestão, ela é mais importante do que sua intervenção”. (In Baladas & Suspiros no Cárcere de Insights). A indiferença ante o sofrimento estampada nos telejornais diários, nada mais reflete do que a própria tônica da crise moral de uma sociedade que elegeu a superficialidade como valor máximo.
Tamanha leviandade nos fatos e informações encontra par no conflito extremo travado entre o poeta e a busca da inspiração perdida no vazio da existência humana em meio as catástrofes , mandos , desmandos , dúvidas e abandonos : “ as verdadeiras idéias dos insights não são as mesmas que percorrem o poeta antes de escrever o poema , mas as que depois, com ou sem sua vontade, com ou sem vírgulas, se depreenderam naturalmente da sua obra “. E assim percebe-se a contraditória necessidade das palavras, a necessidade de captura do real no irreal, da expressão gritante no vazio.
Por essas razões, o poema “Baladas & Suspiros no Cárcere de Insigths” é a justificativa da existência do poeta perante o mundo. A insistente e irrevogável tentativa de organização de idéias caóticas, presente nas insanas e utópicas mentes, para que por fim sejam traduzidas em expressivas palavras que poucos conseguem dizer.




segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A SAGA DA INDIFERENÇA HUMANA


“ E tu que já derrubaste muros, ergueste edifícios, desvendaste o segredo da vida, Aventurando-se nos limites do espaço infinito, permaneces imóvel no ponto áureo da direção do oeste! De pé ante a estátua dos cavaleiros de bronze;Buscas o reluzido brilho perdido enquanto contemplas os raios de outrora! Simplesmente ali ressecaste tuas vistas; E apenas permites que a chuva escorra, Suavemente, por dentre as cicatrizes do teu rosto de choro. “ (Andréia de Oliveira)
*Trecho do poema "A rosa dos ventos dos lamentos racionais " publicado na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos n º 57 da Câmara Brasileira de Jovens Escritores  

O homem brinca de Deus com todo entusiasmo nessa nossa era dos assombrosos avanços tecnológicos e dos sangrentos martírios humanos. Na sua débil tentativa da recriação da vida oprime a sublime essência da alma humana. E o choro, esse cataclisma fantástico dos sentimentos humanos é quase uma patologia em seus racionais paradigmas de estudo. Incapacidade de sentir seria, esta a tônica de nossos dias.

Confiram o restante do poema na antologia "on line" da Câmara Brasileira de Jovens   Escritores:

http://www.camarabrasileira.com/apol57-036.htm

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Memórias de um Herese Compulsivo


O mais novo livro do polêmico
 escritor e jornalista:
Elenilson Nascimento


“O motivo pelo qual Deus me escolheu para escrever é porque sou um louco que, por vezes, eu mesmo acho que não existo. Pertenço apenas ao meu mundo" E.N.


Há muito a ser dito por dentre as grades cinzentas que circundam os muros cor-de-rosa do nosso cotidiano doentio. O traçado do mundo tal qual como vermos não passa de linhas virtuais de programas que gerenciar essa matrix, que erroneamente conhecemos por REALIDADE. Nessa sociedade de aparência morta, com suas pseudas cores e cheiro, eis que surge o ESCRITOR , testemunha da consciência perdida dos sorrisos implantados, dos rostos siliconizados e dos corpos de plástico.
(Andréia de Oliveira)  

"Vivo muito do meu tempo em estudos de rostos cotidianos ou de atitudes mecanizadas da vida, sem, no entanto, jogá-los no  universo das palavras ou conselhos alheatoriamente. Guardo para mim mesmo o que julgo ser o correto. Refugio-me no esconderijo da plena consciência, no castelo da memória em que as paredes avançam incansáveis, mas onde só eu habito. Neste sumiço de vislumbres, aspirações e desventuras que é a morte anunciada da literatura, à vista da história, da vida, sob olhar neutro dos oveiros, eis aqui um homem que ainda desconhece o que é a vida. E foi exatamente por isso que Ele me escolheu e disse: “FAÇA-SE A ESCRITA DE VERVE MALDITA”. E.N.
 

"De pensar que na surdina foram feitos os golpes, foram feitas as crises, as trincheiras, as mortes, as vidas, os fetos, as afetividades, os discursos, as depravações, e ali às claras estavam sendo feitas as aparições de um vendedor de picolé que dentre em breve teria cara, como num paradoxo anunciado e imprevisível, não sendo mais clandestino, mas aqui afianço quase que num contrato, que a clandestinidade se faz para quem dela se vislumbre nada que seja óbvio e mesmo que violados, etiquetados, em código de barra, nos redimiremos como bons algozes por entre eles. Dessa forma, Memórias de um Herege Compulsivo vai cumprindo o seu papel... Um livro instigante com 30 contos do autor baiano Elenilson Nascimento. " E.N.