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sábado, 6 de março de 2010

O MUNDO DE SOFIA

Quem és tu?", "De onde vem o mundo?", "Haverá uma vontade e um sentido por detrás daquilo que acontece?", estas são algumas das perguntas colocadas a Sofia durante aquilo que irá ser um verdadeiro "curso de filosofia".
Por Elenilson Nascimento

Lembro desse livro n
a estante da faculdade e eu doído pra pegar, mas sempre tinha um monte de seminários inúteis pra fazer. Conclusão: terminei o curso e não consegui ler. Tempos depois, ganhei de presente de um amigo querido que ainda me disse que o livro era tudo que eu tinha de ler. “O Mundo de Sofia”, editado pela primeira vez em 1991, é um desses livros que te pega de jeito e te joga no chão, além de continuar a encantar todos os tipos de leitores, até aqueles que não gostam de leituras.
Acho que o objetivo principal do autor não era, segundo o ponto de vista desse humilde fã, relatar ao leitor a evolução da Filosofia ao
longo do tempo, mas sim fazer com que este não ficasse tão indiferente àquilo que o rodeia. Mesmo depois de todo o êxito inicial e de se ter tornado quase de imediato um best-seller, o livro continua a ser lido, relido, exaltado e resenhado hoje em dia, por milhares de pessoas, em particular por leitores jovens. E isso é conseguido através das respostas dos grandes filósofos às questões que sempre afligiram o mundo.
No livro, às vésperas de seu aniversário de quinze anos, a garota Sofia começa a receber bilhetes e cartões postais bastante estranhos. Bilhetes anônimos que perguntam a menina quem é ela e de onde vem o mundo em que vivemos. Os postais foram mandados do Líbano, por um major desconhecido, para uma tal de Hilde Knag, jovem que Sofia igualmente desconhece.
"A capacidade de nos surpreendermos é a única coisa de que precisamos para nos tornarmos bons filósofos (...). E agora tens que te decidir, Sofia: és uma criança que ainda não se habituou ao mundo? Ou és uma filósofa que pode jurar que isso nunca lhe acontecerá?... Não quero que tu pertenças à categoria dos apáticos e dos indiferentes. Quero que vivas a tua vida de forma consciente."

Mas o mistério desses bilhetes e dos postais é o ponto de partida deste fascinante romance. No livro, de capítulo em capítulo, de “lição” em “lição”, o leitor é convidado a caminhar por toda a história da filosofia ocidental – dos pré-socráticos aos pós-modernos -, ao mesmo tempo em que se vê envolvido por um intrigante thriller que toma um rumo muito surpreendente. Maravilhoso!
O autor Jostein Gaarder, professor de filosofia do ensino secundário, cons
eguiu de uma forma original desenvolver uma aventura cheia de reflexões e perguntas através da história da filosofia desde o princípio dos tempos, coisa que muito professores não são capazes (ou não se interessam) de fazer.
Em 560 páginas, que deveria ser leitura obrigatória para todos, o autor é leve, interessante e prende o leitor. No entanto é preciso frisar que o assunto é FILOSOFIA, então se você não é lá muito dado a assimilar esse tipo de conhecimento, então certamente o livro lhe parecerá chato. Por outro lado, se você é curioso e gosta de aprender sobre a origem das coisas – nesse caso, a origem do pensamento ocidental – então essa é uma ótima opção para se iniciar no mundo da filosofia. O final é surpreende, envolvente e questionador, ficando com aquele gostinho de quero mais. Algo que é raro quando se tenta romancear algo que é por natureza analítico e desprovido de emoções. (“O MUNDO DE SOFIA - Romance da História da Filosofia” de Jostein Gaarder, romance, 560 págs, Companhia das Letras – 1991)
+ Aproveite
e baixe também o filme “O Mundo de Sofia” (1999) baseado no livro, onde a partir de mensagens, Sofia se torna aluna do misterioso Alberto, que a acompanha em uma fascinante jornada pela história da Filosofia, de Sócrates até os dias de hoje, passando pela Idade Média, o Iluminismo, a Revolução Francesa e a Revolução Russa. Filme baseado no best-seller de Jostein Gaarder, que vendeu mais de 20 milhões de livros ao redor do mundo e foi traduzido para mais de 40 idiomas. DVD duplo. Dados do arquivo: áudio: norueguês, legendas: português, duração: 185 min., qualidade: DVDRip, tamanho: 233 MB/244 MB e servidor: Rapidshare (6 partes).

DVD 1
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FONTE: COMENDO LIVROS

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ME DÁ A PATINHA

“Do plano de segurança para o Carnaval às músicas de baixo calão: já é Carnaval cidade, acorda pra ver!”
Essas são as Muquiranas, do bairro da Caixa D'Água, que fazem a festa (com direito a arrastão) antes de o bloco sair para a avenida.
Por Elenilson Nascimento
Quem não viveu um amor de Carnaval achando que era pra sempre? Parece que foi ontem, em plena Ladeira da Carlos Gomes, quando eu ainda ia para a folia, precisando de fôlego para aguentar os Tambores da Liberdade do Trio Internacionais puxado pela Daniela... Louco pra amar sem medo de ser feliz, onde a distância era o que menos importava, embalado pela música “Margarida Perfumada”: "E se você se for...". Chega! Nem quero mais pensar nisso!
O Carnaval é a grande festa do Brasil inteiro. Mobiliza uma grande parte significativa e atrai turistas de todo o mundo. Seis dias de folia, milhões nas ruas e uma visibilidade imensa para alguns e a total exclusão da grande maioria. É também um teste de civilidade e de competência para o Poder Público. Mas a Bahia, como tudo em Salvador, em particular, vem experimentando um crescimento da violência. Quem conhece o Carnaval de Salvador sabe que, além da festa animada feita para turistas verem, se trata de um evento marcado por excessos e por atiçar a cobiça de um grande contingente que vive à margem da lei. Atrás dos turistas e dos desavisados vêm uma legião de oportunistas.
Juntos, Bebel Gilberto, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown animaram o “Sarau du Brown” (super caro) no último domingo, uma das centenas de eventos pela cidade antes da folia.
Se foi justo ou mal calculado o preço pago (*esse ano foram investidos 50 milhões na festa) para tentar garantir um mínimo de tranquilidade a um evento que transforma a cidade em vitrine aos olhos do País e do mundo, a Quarta-feira de Cinzas dirá. Mas uma coisa é certa: investimento na prevenção deveria ser o ano todo, quando os baianos voltam ao trabalho e cuidam de suas próprias vidas sem tantos holofotes em cima. Agora, olha que “sutileza” na lamentável música de pagode “Me Dá a Patinha” da banda baiana Black Style:
“O João, já pegou/Manoel, pegou também/O Mateus engravidou/Tá esperando o seu neném/Carlinhos, pegou de quatro/Marcinhos fez frango assado/José sem camisinha/Pego uma coceirinha/O nome del'é Marcela/Eu vou te dizer quem é ela(2x)/Eu disse/Ela, ela ela é uma cadela/Ela, ela mais ela é prima de Isabela(4x)/Joga a patinha pra cima/One, two, three/Me dá, me dá patinha/Me dá, me dá patinha/Me dá, me da patinha/Me dá sua cachorrinha (3x)/Eu disse ela, ela, ela e uma cadela.../Me dá sua cachorrinha/Repete tudo de novo e fim”.
Eu fico deprimido com esse tipo de coisa, mas parece que no Brasil tudo agora é normal. Esse conteúdo de baixaria, de vulgaridade - que também excita a violência contra as mulheres - está sendo cantando por todos os cantos. E o pior disso tudo é que muitas mulheres adoram esse tipo de coisa. Salvador está virando um puteiro a céu aberto e a culpa é de quem? Da educação pífia, com esses governantes retardados (*o prefeito João Henrique é o pior deles), com esse povo cada vez mais imbecil e que adora comer “fezes”. Lembrando que o funk carioca é a mesma coisa.
E o pior agora é que, além da lamentável “Me dá a patinha”, temos que aturar esse tal de “Rebolation” que já passou em quase todos os programas da Globo e, no último domingo, até no “Fantástico”. Daqui a pouco vão usar em “Lost” também. Claro que está rolando muita grana aí por trás, mas os otários só no “Rebolation” não pensam e mais nada. Pra que pensar? Pensar cansa. E a culpa também é da sociedade que não valoriza a educação, livros, bom gosto, e o pior, os chamados “pseudo-universitários” também consomem essas “merdas”. Lembrando que a música nova da Daniela Mercury para o Carnaval desse ano, "Oiá Por Nóis", é muito boa, mas isso ninguém comenta.
O vocalista do grupo Parangolé, Léo Santana, ensaia passos do sucesso lamentável do verão “Rebolation” com as dançarinas do grupo de pagode, na área verde do Hotel Othon, Salvador, no último domingo, 31/01. E viva a futilidade e a ignorância!
Aproveito também para passar umas dicas para quem está começando na folia. Algumas dicas que a gente acaba aprendendo por bem ou por mal: Carregue apenas dinheiro trocado e suficiente para suas despesas no dia, uma cópia da identidade, o cartão do plano de saúde (*se tiver), e anotado em algum lugar o endereço de onde está hospedado e um telefone para contato. Não leve máquina fotográfica muito cara, que chame a atenção; evite levar celular, um cartão telefônico já resolve; e se for usar pochete (*breguice viu!), use uma bem discreta por debaixo da camiseta. Procure andar sempre em grupo; se for de bloco, evite sair do bloco durante o percurso. Salvador tem muitos banheiros químicos, mas as condições de limpeza são ruins. Evite bebidas diuréticas (*sem comentários). Vá de tênis confortável; passe protetor solar antes de sair, se puder leve com você. E, principalmente, fique longe da corda do Chiclete!
Casa de Jorge Amado ao fundo e Ladeira do Pelourinho encobertos pelas marquises do Carnaval.
Pra quem quiser conhecer as músicas favoritas desse ano CLIQUE AQUI. Num Carnaval que homenageia Gerônimo, grande compositor baiano, eleito Rei Momo, as músicas estão abaixo da média. Agora, clique abaixo e ouça o comentário do antropólogo e professor de UFBA, Roberto Abergaria, sobre o Carnaval em Salvador:
foto 1: Rodrigo Rodrigues, foto 2: Claudionor Junior
foto 3: Lúcio Távora e foto 4: Fernando Vivas
podcast: Portal da Metrópole
FONTES: LITERATURA CLANDESTINA

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O OUTRO LADO DA OCUPAÇÃO MILITAR NO HAITI

Existem um lado pouco divulgado da presença militar estrangeira no Haiti , dificilmente retratados por parte da imprensa que frequentemente exibem a imagens de soldados, sobretudo os brasileiros que chefiam as tropas da força de paz na ONU , sendo ovacionados pelos haitianos. Em matéria divulgada na Folha de São Paulo , repórteres enviados ao país devastado pelo terremoto , colheram informações que apontam para um possível crescimento de uma mobilização anti-brasileira, oriunda de partidários do presidente deposto pelos norte-americanos, em 2004, Jean-Bertrand Aristide.


CLIQUE AQUI E LEIA A MATÉRIA DA FOLHA

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

APÓS O FESTIVAL DE VERÃO

"Até Caetano Veloso deu o ar da graça e não hesitou em incluir no seu repertório, recheado de músicas e sucessos autorais, os pagodes "Kuduro" e "Cole na Corda", este da banda Psirico, que Caetano assume ser fã de carteirinha."

Por Elenilson Na
scimento
Por motivo de força maior, esse ano não deu para eu ir ao “Festival de Verão de Salvador”, mas parece que não perdi nada. Nem ia comentar aqui no blog, mas depois de ter visto umas cenas bizarras do cantor Akon “dançando” com a chatinha da Claúdia Leitte, de ter recebido alguns e-mails perguntando o motivo que esse ano eu não citei uma notinha sequer, por fim, me dei por vencido e resolvi tecer uns breves comentários, mesmo porque nem lá eu estava. Mas, vamo que vamo!
Parece que o “Festival de Verão Salvador” desse ano seguiu fazendo mistura mesmo. Até Caetano Veloso deu o ar da graça e não hesitou em incluir no seu repertório, recheado de músicas e sucessos autorais, os pagodes "Kuduro" e "Cole na Corda", este da banda Psirico, que Caetano assume ser fã de carteirinha. Teve também nessa edição umas coisas pra lá de desnecessárias como a dupla Victor & Léo (que parece ser um sucesso entre os alienados), banda Asa de Águia (com as mesmas chatices de sempre), Daniela Mercury e Carlinhos Brown juntos que pareciam que não estavam a vontade, a banda Charlie Brown com o Olodum (foto acima), além cantor Tomate, do grupo Revelação, além da já citada banda Psirico, no comando de Márcio Vitor.
Mas parece que os babões e puxa-sacos de Salvador bajularam mais o cantor senegalês Akon do que qualquer outra celebridade extraterrestre. Mesmo assim, o Akon agradou e parece ter esbanjado simpatia em sua passagem por Salvador. A Claúdia Leitte, que havia acabado de se apresentar, foi convidada para participar do show e entrou no clima da brincadeira. Foi ao som de “Don't Matter” que eles fizeram o “dueto” bizarro. Nesse momento, o cantor puxou o hit “Não Vale Mais Chorar por Ele”, uma versão em ritmo de arrocha que a banda baiana Bonde do Maluco fez da música dele. “Akon, vou lhe mostrar o meu swing”, disse a Leitte, mas ela nem imagina que “swing” lá fora é o mesmo que fazer “sexo grupal”. Na sequência a doída (num curtíssimo vestido preto) desceu até o chão, e o Akon num requebrado acompanhando. Os dois dançaram juntinhos e deixaram o público boquiaberto.
Mas a brincadeira não parou por aí. Num diálogo com o DJ Benny-D, uma pergunta: “Qual é a melhor cidade do Brasil? É o Rio? É Salvador?”. O DJ provocou e disse que era o Rio. Akon rebateu: “Salvador, vocês acreditam nisso?”, disse, antes de eleger a capital baiana como a sua favorita. Logo após, para delírio das mulheres, ele tirou as três suadas camisas que vestia, as jogou para o público e ficou apenas de calça, como passou o resto da apresentação. “Agora vocês estão prontos para a festa”, animou.
Depois de se apresentar no “Festival de Verão” e descer até o chão com a Leitte, o cantor ainda teve pique no dia seguinte para empolgar o público que marcou presença na última “Mostra Contagiante”, com o super-simpático Denny (foto ao lado) sendo anfitrião da festa da Timbalada.
Durante o evento, que rolou no Museu du Ritmo (*super caro, mal localizado e só frequentado pela elite soteropolitana), no bairro do Comércio, Akon deu um show à parte. Além de dividir os vocais com Denny, ainda arriscou tocar timbau (foto acima), levando o público ao delírio. Para quem é filho de percussionista e viveu boa parte da sua vida no Senegal, na África, não poderia dar outra! Parece que o Akon já está se sentindo em casa na Bahia... Dá-lhe, Akon!
Mas ainda teve (*que presta) Paralamas e Ivete no palco principal; nos palcos alternativos: Jau, Márcio Mello, Adelmo Casé, Nelson Rufino, Mariene de Castro, Adão Negro, Margareth, Márcia Castro, Vânia Abreu, Ana Cañas, Cascadura, muitos DJs, além de muita gente bacana nos bastidores. Mas pelo amor de Deus, o que é que a Maluca Magalhães estava fazendo no Festival? Confiram algumas imagens abaixo:
A sempre massa Regina Casé.
Gilberto Gil compenetradíssimo.
Gil, Caetano e, ao fundo, a Casé.
A atriz Fernanda Souza.
A repórter “arroz de festa” da Rede Bahia Wanda Chase,
o Márcio Vitor e a M
argareth Menezes.
Ivete depois da apresentação no palco principal
da arena do Festival de Verão.
Várias beldades anônimas, como essa gatinha da foto,
trabalhando pa
ra os nossos deleites.
E os fãs loucos que não se cansavam de demonstrar
carinho pela Ivete Sangalo.

>>> Confira a cobertura do Festival de Verão 2009.
>>> E também a cobertura do
Festival de Verão 2008.
foto Akon 1: Portal Ego
foto Akon 2: Fred Pontes
foto de fã de Ivete: Lúcio Távora/Agência A Tarde
demais fotos: Portal iBahia

sábado, 12 de dezembro de 2009

FASCINIO POR LIVROS E POESIAS

"Considero a poesia como o meio onde a liberdade humana pode se expressar , através de versos que revelam emoções e sentimentos contidos pela dureza do cotidiano".

Por Flávio Borges *

Sempre tive os livros como bons conselheiros e excelentes companheiros das horas de solidão. Mais do que entretenimento ou diversão eles representam o acesso às diversas modalidades do conhecimento, aos comportamentos, as faces, gostos e rostos humanos. Impossível não se deixar fascinar com esse símbolo máximo do pensamento traduzido em palavras capazes de nos transportar a diversos lugares, a estados de consciências sublimes, fazendo com que possamos enxergar muito mais do que a realidade aparenta.

Assim, em um país dos analfabetos funcionais e culturais, como o nosso, onde existe o desinteresse pela literatura, é com muito prazer que vejo o lançamento de livros como a Antologia Poética “Poemas de Mil Compassos “ da Editora Clube de Autores, lançando em agosto de 2009. Nele é possível encontrar diferentes formas de se fazer poesia , diferentes estilos e variedades de temas que levam ao encantamento e ao prazer de uma leitura livre e descompromissada.

Considero a poesia como o meio onde a liberdade humana pode se expressar , através de versos que revelam emoções e sentimentos contidos pela dureza do cotidiano. È uma linguagem da alma, que se encontra oculta pela banalidade e limitações da matéria física que nos acorrentar a essa realidade brutal em que vivemos.

Quisera todos pudessem contemplar ao menos uma vez na vida os prazeres dores e angústias de se fazer poesia nesse nosso mundo de amarguras e desencantos. Quisera ainda pudessem ter a alegria de sentir o clamor indignado dos inconformados, a voz silenciosa da alma e o deleite das coisas simples do dia a dia, como eu descobri através da leitura desse maravilhoso livro de poesias.

*Flavio Borges é comerciante , músico e membro da Ordem Rosacruz, onde já desempenhou diversos cargos e funções. Como cantor participou de importantes bandas de metal do underground baiano da década de 90 , como Zona Abissal, em 1993 e Horseman-Light. Atualmente está trabalhando no projeto de lançamento de uma banda de metal melódico, a AMRÁ em Salvador.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O QUE ACONTECERÁ EM 2012?

"Agora as expectativas se voltam para 2012. Sim, eis o próximo fim-do-mundo! Por quê 2012? Por que foi escolhido pelos místicos americanos, oras! Desta vez é o famoso movimento New Age (ou como diria o Cartman, dos “Hippies fedidos”) que profetiza o final dos tempos. Eles se baseiam agora no calendário de Contagem Longa dos maias. Ou melhor, se baseiam num suposto fim do calendário maia"
*por Marcelo Del Debbio

Olá crianças,

Este post foi publicado originalmente no Sedentário, em setembro, mas com a participação no programa Superpop hoje a noite, achei melhor colocar novamente aqui no Blog.

Durante quase todos os períodos históricos, a humanidade sempre está diante de um suposto “Fim dos Tempos”, “Apocalipse”, “Armageddon”, “Ragnarok”, “Bug do Milênio” ou coisa que o valha. Desde que João escreveu seu tratado sobre a Kabbalah (cada um dos 22 capítulos do Livro das revelações fala sobre um dos aspectos de cada Caminho da Árvore da Kabbalah), os religiosos aproveitam a onda do “fim do mundo” para faturar uns trocados nos dízimos e proteções da vida.
Por volta da década de 80, chegou a vez do movimento dos picaretas New Age faturarem uns trocados com a idéia do fim do mundo.
Afinal de contas, o que acontecerá dia 21 do 12 de 2012?

O livro do Apocalipse (chamado também Apocalipse de São João, pelos católicos e ortodoxos, e Apocalipse de João, pelos protestantes, ou ainda Revelação a João) é um livro da Bíblia —o último da seleção “oficial” da galera de Constantino.
A palavra apocalipse, do grego αποκάλυψις (termo primeiramente usado por F. Lücke em 1832) e significa, em grego, “Revelação”. Um “apocalipse”, na terminologia do judaísmo e do cristianismo, é a revelação divina de coisas que até então permaneciam secretas a um profeta escolhido por Deus. Por extensão, passou-se a designar de “apocalipse” aos relatos escritos dessas revelações. Ou seja, NADA de “Fim do Mundo”.
Devido ao fato de, na maioria das bíblias em língua portuguesa se usar o título “Apocalipse” e não “Revelação”, até o significado da palavra ficou todo deturpado, sendo às vezes usado como sinônimo (errôneo) de “fim do mundo”.
Para os cristãos, o livro possui a pré-visão dos últimos acontecimentos antes, durante e após o retorno do Messias de Deus. Alguns Protestantes e Católicos entendem que os acontecimentos previstos no livro já teriam começado. Outros acham que tudo acontecerá ao pé da letra, com direito a dragões de sete cabeças voando pelas cidades turísticas do globo e cristitas sendo abduzidos no meio da rua (“Arrebatamento”).
A literatura apocalíptica tem uma importância considerável na história da tradição judaico-cristã-islâmica, ao veicular crenças como a ressurreição dos mortos, o dia do Juízo Final, o céu, o inferno e outras que são ali referidas de forma mais ou menos explícita. Algumas pessoas defendem que o fato de várias civilizações no mundo terem apresentado narrações apocalípticas sugere que estas têm uma origem comum e ancestral (supostamente revelada ao homem por um ser dotado de inteligência superior, entre outras teorias) que foi sendo deturpada pela transmissão oral. Esta visão assume, por vezes, um carácter ecológico, ao propor que a mensagem do apocalipse se refere à capacidade que o homem civilizado tem para destruir o mundo.
Estão certos em parte. O caráter do texto realmente é Simbólico, mas apenas trata da evolução do Homem em relação ao próprio Interior do Homem. São passagens alquímicas que simbolizam os estágios de aperfeiçoamento do ser humano dentro das sete virtudes, culminando com a derrota de seus próprios demônios internos.

Mas e 2012?
Agora as expectativas se voltam para 2012. Sim, eis o próximo fim-do-mundo! Por quê 2012? Por que foi escolhido pelos místicos americanos, oras! Desta vez é o famoso movimento New Age (ou como diria o Cartman, dos “Hippies fedidos”) que profetiza o final dos tempos. Eles se baseiam agora no calendário de Contagem Longa dos maias. Ou melhor, se baseiam num suposto fim do calendário maia.

Os Calendários Maias
Os maias, a bem da verdade, usavam três calendários diferentes e inter-relacionados, todos organizados como hierarquias de ciclos de dias, com várias durações. A Contagem Longa era o principal calendário para fins históricos. O Haab era o calendário civil, e o Tzolkin, o religioso. Todos os calendários maias são baseados apenas na contagem serial de dias, ou seja, não são calendários sincronizados ao Sol ou à Lua, como o nosso calendário. Apesar disso, tanto a Longa Contagem quanto o Haab contém ciclos de 360 e 365, respectivamente, valores muito próximos do número de dias do ano solar. Por basear-se apenas na contagem dos dias, a Longa Contagem é muito parecida com o sistema de dias julianos e outras representações modernas de datas e tempo. Também é interessante notar que tal calendário conta a partir do zero. Ou seja, mesmo antes dos hindus, os maias foram o primeiro povo a usar o zero.

Vamos organizar uma tabela com os ciclos do calendário Maia:

Kin – Equivale a 1 dia
Uinal – Equivale a 20 Kins (20 dias)
Tun – Equivale a 18 Uinal (360 dias / 1 ano aprox.)
Katun – Equivale a 20 Tun (7.200 dias / 19,7 anos)
Baktun – Equivale a 20 Katun (144.000 dias / 394,3 anos)
Pictun – Equivale a 20 Baktun (2.880.000 dias / 7.885 anos)
Calabtun – Equivale a 20 Pictun (57.600.000 dias / 157.704 anos)
Kinchiltun – Equivale a 20 Calabtun (1.152.000.000 dias / 3.154.071)
Alautun – Equivale a 20 Kinchiltun (23.040.000.000 dias / 63.081.429 anos)

maya

A Longa Contagem é organizada de acordo com a hierarquia de ciclos mostrados acima. Cada ciclo é composto de 20 unidades do ciclo anterior, com exceção do tun, que é composto de 18 uinal de 20 dias cada. Isso resulta num tun de 360 dias, o que é uma boa aproximação com o ano solar, tendo em vista que outros povos antigos, como os romanos, usavam um calendário exclusivamente baseado no ciclo solar, com 360 dias.

Os Maias acreditavam que, ao fim de cada ciclo Pictun, equivalente a 7.885 anos, o universo seria destruído e recriado. Esta é a verdadeira profecia maia. Infelizmente (ou felizmente), este ciclo só acabará em 12 de outubro de 4772.

Por outro lado, 2012 vai ser MESMO um ano de mudança no calendário maia e é nisso que se baseiam as presentes previsões reptilianas. Para os adeptos da teoria dos “maias engenheiros dimensionais do tempo” de plantão, o fim do mundo chegará em 21 de dezembro de 2012. Mas se convertermos esta data para o calendário maia de Longa Contagem, obteremos o seguinte resultado: 13.0.0.0.0. Isso significa que esse será apenas o início do 13º ciclo Baktun. Seria o equivalente ao início do século 13 para os maias, enquanto nós já estamos, de acordo com nossa contagem, no século 21 (o 12º ciclo Baktun começou em 18 de Setembro de 1618). Isso tudo acontece apenas por que são meios diferentes de contar o tempo, que além disso começaram a ser contados em épocas distintas.
Então, da mesma maneira que o mundo não acaba em 31 de Dezembro, o mundo não acabará dia 21/12/2012. Simples assim…

Mas, então, por quê 21 de dezembro de 2012 foi escolhido pelos místicos, esquisotéricos e charlatões? A resposta é simples e óbvia; uma soma de dois fatores:
1) superstição. Como vimos, essa data corresponde a 13.0.0.0.0. O que está acontecendo com o pessoal da New Age é o velho medo do número 13. Só isso.
2) O povo picareta quer ganhar dinheiro. Ninguém ficaria assustado e compraria os livros best-sellers se o “fim do mundo” fosse em 4772… está muito distante…

A única vantagem é que conseguiremos expulsar todos os hippies fedidos malucos das cidades próximas da praia. Nunca mais teremos de ouvir aquelas musiquinhas peruanas no centro da cidade. Eles se refugiarão próximos à região de Brasília e São Thomé das Letras (eu só fico triste pelos meus leitores do Distrito Federal, que terão de agüentar esse povo)…

Como curiosidade, quem quiser calcular sua data de nascimento no calendário Maia pode acessar este site:
http://users.hartwick.edu/hartleyc/mayacalendar/mayacalendar.html

* Marcelo Del Debbio é estudioso de assuntos misticos e esótericos contribuindo com a publicação de trabalhos diversos em sites e blogs especializados, escrevendo no site "Teoria da Conspiração". Recentemente (23/11/09) esteve no Programa Superpop da Rede TV,desmistificando principais tópicos sobre o tema.

* Post originalmente publicado em "Teoria da Conspiração" de 23 de novembro de 2009.

domingo, 22 de novembro de 2009

ESPIRITUALIDADE E MISTICISMO

"assim como é em cima, é embaixo”, o que não deixa de ser uma derivação criada pelos Cristãos, “assim como nos céus é na terra”.
"não existe a melhor religião”, o que existem são ferramentas elementares que vão conduzir indivíduos a caminhos de fé, ou aos caminhos das Verdades Absolutas.
“tudo ao nosso redor, toda matéria, consiste e vem de uma Energia Divina”.

*Por Glayson Guimarães Morais

O homem, em essência, dentro de uma das vertentes de sua Bicameralidade (inconsciente), reconhece a existência de um principio Criador, criador de todas as coisas existentes, chamado Deus. Aceitando esse principio, concordamos que existe um Grande Arquiteto, conhecedor de todas as Fórmulas da criação, dentre os mundos visíveis e invisíveis.

Mas, devo dizer que muitos de nós perdemos a conexão, muito poucos a tem, alguns se conectam, a maioria esta perdida (barreira), mas onde nos perdemos? Que espécie de programas tem seguido (Machado de Assis)? Este véu tem ofuscado visões (cega), e faz perder o Norte, ou melhor, o “Leste”, mas é uma Lei, estamos destinados a retornar a Casa do Pai Celestial.

Mas afinal, o que é Espiritualidade? Entende – se por Espiritualidade uma dimensão da pessoa humana que traduz segundo diversas religiões e confissões religiosas, o modo de viver característico de um crente que busca alcançar a plenitude da sua relação com o transcendental. Por outro lado, misticismo é a busca da comunhão com a identidade, com, consciente ou consciência de uma derradeira realidade, divindade, verdade espiritual, ou Deus através da experiência direta ou intuitiva.

Dadas as definições acima, acrescento, se ambos os caminhos não promoverem em você fiel crente, ou Buscador, a Renovação (regeneração ou mudança) interior, saiba que não atingiu o centro de seus objetivos, reveja imediatamente vossos atos e ações frente à Espiritualidade ou ao Místico Esotérico. Posto isso, retomo acrescentando, a Espiritualidade e o Misticismo sempre foram em essência uma derivação do mesmo principio, ou seja, sempre fora o “Manto”, com o passar dos séculos, a humanidade Evoluiu, em conseqüência, o Manto teve que se adequar a essa mudança, ou seja, o Manto foi cortado, para que coubesse e aquecesse o seu usuário, não deixando assim, de continuar servindo como ferramenta primordial para a Evolução de seus adeptos, seja nos caminhos de fé, ou nos das Verdades Absolutas, “o manto é composto da mesma Energia Divina que está em tudo”. Que o calor do seu Manto, caro leitor, propicie a você um olhar mais aguçado para a realidade que o cerca, e que você obtenha todas as suas respostas, sabendo claro, que elas estão depositadas em você, pois vós sois um Templo.


*Glayson Guimarães Morais é membro da Ordem Rosacruz, estudante autodidata de misticismo e filosofia, presidente da Associação de Produtores Rurais de Salto da Divisa -MG, trabalha com o desenvolvimento e implementação de programas de viabilização econômica e aumento de renda de comunidade rurais do norte de Minas.